Sauerkraut, Eisbein, Appfelstrudel e Weißbier: a escola alemã

por Homero Nunes

por Luiz Gustavo Moura

“… quanta cerveja há na inteligência alemã!”
Nietzsche

Ein Bier, bitte” – Uma cerveja, por favor. Reza uma antiga lenda que um cervejeiro alemão deveria passar por um teste simples. Derrubava-se uma certa quantidade de cerveja num banco de madeira. Depois de seco o cervejeiro era obrigado a sentar sobre o local. Se a calça dele ficasse colada ao banco era sinal de que ingredientes impuros haviam sido usados na fabricação da cerveja, como por exemplo o açúcar. A condenação era simplesmente a forca! Hoje as leis continuam rígidas, mas não a esse ponto. Essa lenda serve pra ilustrar a preocupação dos alemães com a qualidade de fabricação da cerveja, o que os levou a criar a Reinheitsgebot, ou a Lei da Pureza da Baviera. Foi uma lei promulgada em 23 de abril de 1516 pelo duque Guilherme IV da Baviera. Nela está escrito que a cerveja deveria ser fabricada apenas com água, malte de cevada e lúpulo. A levedura era desconhecida até então.
“Vender uma cerveja ruim é um crime contra o amor cristão.”
1ª lei da Cidade de Augsburg

A escola alemã não se restringe somente à Alemanha, mas engloba também a região da cidade de Pils na República Tcheca (de onde vem o nome Pilsner ou Pilsen) e Viena. O estilo típico de cerveja é o Lager, de baixa fermentação e baixo teor alcoólico. A característica principal é a produção de cervejas mais maltadas, que imprimem um sabor adocicado à bebida, ao contrário das lupuladas que são mais amargas. As variações mais comuns são Weissbier e Mailbock, na região da Baviera, Marzen, Munich Dunkel, Munich Helles e Doppelbock, em Munique, claro. Kölsch em Colônia, Altbier em Dusseldorf, Dortmunder em Dortmund, BerlinerWeisse em Berlim, Rauchbier em Bamberg, Schwarzbier em Thuringen, Bock em Einbeck e Eisbock em Kulmbach.
“Aquele que não gosta de cerveja, vinho, mulheres e música
 será um tolo toda a sua vida.”
Carl Worner


A Alemanha é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo e consome 90% de sua própria produção. O consumo per capita é de mais de 100 litros pessoa/ano e na região da Baviera é de altíssimos 200 litros/ano. A Alemanha produz também 1/3 de todo lúpulo do mundo. É conhecida também pelas famosas festas e festivais de cerveja, tendo a Oktoberfest como expoente máximo, com seus grupos animados cantando canções típicas, dançando e confraternizando, sempre regado a muita Weiss (cerveja de trigo) em grandes canecos, ou Krug. Prost!
Beba na fonte:

MORADO, Ronaldo. Larousse da Cerveja. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009.



Compensa:
 Tea, cookies and Ales: a escola inglesa

Mais publicações sobre cerveja na coluna Bric-a-Brac
*Luiz Gustavo Moura (LG) é produtor de áudio, músico, cervejeiro pseudo-entendido e jornalista fracassado. Saúde!

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