Pink Floyd The Wall, Roger Waters ao vivo

por Homero Nunes
Pink Floyd The Wall é uma experiência multidimensional em disco, filme e show, ou melhor, som, imagem e muito rock n’ roll. Show não é a palavra certa para a experiência da ópera rock The Wall ao vivo. Talvez ópera seja mesmo o termo, embora também não englobe a tal… experiência. A música, óbvia principal absoluta, é a trilha de um espetáculo mental, conceitual, teatral, concebido por Roger Waters e executado pelo Pink Floyd nos anos 80. Assim como o álbum e o roteiro do filme, também é de Mr. Waters todo o conceito que elevaria o rock ao vivo a uma categoria superior, ao cobrir o som com um universo visual surrealista e repercutir um discurso critico e psicológico. Em 1990, The Wall foi executado em Berlin, 8 meses após a queda do muro, com a participação de vários músicos convidados em uma apresentação histórica. E a partir de 2010, segue mundo afora a atual turnê: Roger Waters The Wall Live.

Sensacional experimentar The Wall no Brasil (SP 01/04/12). Delirante: efeitos musicais e visuais incríveis, projeções inacreditáveis em um muro imenso que se completa aos poucos, bonecos gigantes no palco, um porco inflável com mensagens políticas flutuando pelas mãos do público – em Sampa estava escrito: “o novo código florestal vai matar o Brasil”. Concordo, Mr. Waters! Aliás, mensagens políticas contra a opressão, a injustiça social e a estupidez humana são recorrentes no discurso/conceito de The Wall; isso atualiza e reconstrói o contexto de tudo. Além da experiência estética, artística, o pensamento é desafiado pelo discurso crítico e pela sensibilidade social invocada no conteúdo. Uma ópera em grande estilo, uma maravilha do rock em uma experiência sensorial alucinante. Viver uma destas é um privilégio da vida.



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