Johnny Cash At Folsom Prison, 1968

por Homero Nunes

A vida desregrada de Johnny Cash o colocava na tangente do crime. Drogas e confusões, aquela fama de mau elemento, sempre de preto, “man in black”, contribuíam para o sucesso de suas músicas entre os internos do sistema americano. Em 1955 lançou a música “Folsom Prison Blues”, sobre a vida entre muros e grades. Pronto, virou hit nas prisões e em todos os guetos e pardieiros que tocavam a música country. Após uma enxurrada cartas e pedidos de presos para a visita do cantor, no momento em que ele amargava o ostracismo, Johnny Cash enfrentou as críticas e começou a tocar em várias prisões nos Estado Unidos. O prestígio entre os condenados acabou por absolver Cash na indústria da música quando o projeto de gravar um disco na prisão saiu do papel: em 1968, em dois shows seguidos, foi gravado o álbum At Folson Prison, na Califórnia. O resultado foi um dos mais inusitados discos ao vivo da história, sucesso dentro e fora dos muros, de crítica e público, que renovou a carreira de Cash e vendeu só no ano de lançamento, 1968, 500 mil cópias. Passou décadas como referência na country music. Quando foi relançado em 1999, alcançou três milhões de cópias. Johnny Cash estava vivo para curtir o seu momento. 

Lado A

1.      Folsom Prison Blues
2.      Dark as a Dungeon      
3.      I Still Miss Someone     
4.      Cocaine Blues
5.      25 Minutes to Go          
6.      Orange Blossom Special         
7.      The Long Black Veil

Lado B        
1.      Send a Picture of Mother      
2.      The Wall
3.      Dirty Old Egg-Suckin’ Dog   
4.      Flushed From the Bathroom of Your Heart
5.      Jackson (with June Carter)  
6.      Give My Love to Rose (with June Carter) 
7.      I Got Stripes
8.      Green, Green Grass of Home

9.      Greystone Chapel



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