Cartier-Bresson e a arte em preto e branco

por Homero Nunes
O mundo foi o estúdio de Henri Cartier-Bresson (1908-2004). Com uma câmera Leica, simples, sem muitos recursos, ele fotografou as coisas que todos viam, mas que só o olhar apurado do fotógrafo percebia. Abusou do contraluz e dos contrastes claro-escuro, recusando-se a usar o flash que, para ele, atrapalhava a escrita da luz, a foto-grafia. Viveu quase um século e o fotografou à exaustão: a Segunda Guerra, a Guerra Civil Espanhola, a Revolução Cultural na China, a independência da Índia, a União Soviética etc. Teve como personagens Sartre, Gandhi, Edith Piaf, Pablo Picasso, Henri Matisse, Albert Camus, Paul Valéry, Alberto Giacometti etc. Contudo, foi o olhar de Cartier-Bresson sobre as coisas simples do cotidiano que libertou a fotografia do registro histórico e a transformou em arte. Tudo em preto e branco.

“De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório. Nós, fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo e, uma vez desaparecidas, não há mecanismo no mundo capaz de fazê-Ias voltar outra vez. Não podemos revelar ou copiar uma memória.” Henri Cartier-Bresson







(Henri Matisse)


Compensa ler a biografia: “Cartier-Bresson: o olhar do século”

Fundação Cartier-Bresson


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