Édouard Manet, Le Bar aux Folies-Bergère, 1882

por Homero Nunes
Folies-Bergère era uma espécie de boate da moda na Paris dos anos 80 (séc. XIX). A tela é cheia de detalhes curiosos, como os pés verdes do trapezista no canto superior esquerdo ou o olhar enigmático da mocinha (triste ou entediado?), as garrafas na mesa e a moça com os cotovelos apoiados no balcão ao fundo, mas é o jogo do espelho que aguça a curiosidade do espectador. O balcão, o reflexo… Como o espelho reflete o salão? Existe mesmo um espelho?



Onde está posicionado o Sr. de Cartola e bigode? Ele é o espectador (o pintor, você, eu?) diante da mocinha? O espelho é curvo? Como a imagem é refletida lateralmente? É um erro de perspectiva? É uma perspectiva forçada, proposital? Existe mesmo um espelho? Le Bar aux Folies-Bergère.

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